• “Presidência angolana reforçou a voz de África” - Ministro Téte António


    O Ministro das Relações Exteriores, Téte António, afirmou, em Adis Abeba, Etiópia, os eventos realizados por Angola, durante a presidência rotativa da União Africana (UA), ajudaram a reforçar a voz do continente nos fóruns globais.

    Ao apresentar o balanço das actividades realizadas por este órgão da UA, do qual foi presidente em exercício durante o mandato de Angola, o chefe da diplomacia angolana fez saber que o alcance deste feito resultou, entre outras acções levadas a cabo pelo país, na realização, em Luanda, da 7.ª Cimeira União Africana–União Europeia, assim como da co-organização da 9. ª edição da TICAD, em Yokohama, Japão.

    "Angola promoveu, no quadro do multilateralismo, uma diplomacia activa e construtiva, que contribuiu para a realização de importantes encontros ministeriais, que criaram condições políticas para a realização da TICAD 9 e da da 7.ª Cimeira União Africana–União Europeia", destacou o Ministro das Relações Exteriores, tendo reforçado que essas iniciativas consolidaram, igualmente, parcerias estratégicas baseadas no respeito mútuo e em interesses comuns.

    No domínio da paz e segurança, o chefe da diplomacia angolana disse que o país deu uma contribuição consistente e contínua, a todos os níveis, durante o seu mandado de dois anos no Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

    Este empenho, prosseguiu Téte António, traduziu-se, entre outros esforços, no apoio da designação do Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, como facilitador para a Região do Sahel, e do presidente do Conselho de Ministros do Togo, Faure Gnassingbé, como mediador da União Africana no conflito que opõe a República Democrática do Congo e o Rwanda.

    "Angola apoia, igualmente, todas as iniciativas destinadas à promoção da paz, da estabilidade e da reconciliação no continente africano, nomeadamente na República Centro-Africana (RCA), na Somália, no Sudão e no Sudão do Sul, entre outros conflitos", assegurou.

    Téte António sublinhou que estes esforços foram, sempre, desenvolvidos em estreita colaboração com os Estados-membros, a Comissão da União Africana e as Comunidades Económicas Regionais e Mecanismos Regionais, bem como os parceiros internacionais e bilaterais, numa lógica de complementaridade, solidariedade e responsabilidade partilhada.

    Reformas estruturais da União Africana

    No que diz respeito às reformas estruturais da União Africana, Téte António disse terem sido registados avanços significativos.

    Destacou, de forma particular, a conclusão do processo da escolha da liderança da organização, o início da implementação do processo SACA, bem como os esforços empreendidos para a revitalização dos métodos de trabalho dos órgãos da União, com vista a torná-los mais eficientes, previsíveis e alinhados com as ambições da Agenda 2063, conhecida como “a África que Queremos”.

    O chefe da diplomacia angolana reafirmou o compromisso de Angola para com o fortalecimento institucional da Organização e com uma União Africana mais sustentável, solidária e capaz de responder às prioridades do continente, num espírito de responsabilidade partilhada e cooperação entre os Estados-membros.

    "O mundo não vai esperar por nós perante as transformações a que assistimos, só podemos defender os nossos interesses tendo em conta estes valores", afirmou Téte António, que ao terminar as funções de Presidente em exercício do Conselho Executivo da União Africana, aproveitou a ocasião para agradecer a todos os Estados-membros da União Africana, pelo apoio prestado ao país durante a condução dos destinos da organização, em especial ao Presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf.